Clemente Vital, o responsável pelo Porto do Porto Santo conhece muito bem os subterrâneos do porto, sabe por onde passam os cabos de eletricidade, da água, sabe de cor tudo o que lá está e como está.

Começou a trabalhar em 1982 como agente de exploração, mas fez um pouco de tudo. Foi o primeiro funcionário a trabalhar na marina em 1986 até ter sido entregue aos privados. Depois, há poucos anos, voltou a recebê-la. Também esteve na agência dos barcos que ligavam o Porto Santo e a Madeira, esteve três ou quatro anos na secretaria e há 14 anos, ficou à frente do porto, cuja obra acompanhou atentamente.

O projeto para o porto vinha já do antigo regime. Teve algumas alterações como o contra molhe, por exemplo. As obras tinham começado em 1979, nessa altura, “entraram os dois primeiros funcionários para a área da fiscalização, o Zé Batista e o Sr. Serra, já falecido. Os outros vieram em 1982. O objetivo era ajudar na descarga dos “carreireiros” como o “Maria Cristina.”

Depois, foi adquirido o “Pirata Azul”, a seguir o “Independência”, o “Pátria”… a atividade portuária desenvolvia-se na “ilha dourada” e foram necessários mais funcionários.

Ao fim de todos estes anos, Clemente Vital não sabe dizer o que mais o marcou. “De tudo um pouco.” Mas, lembra-se do primeiro navio cruzeiro que foi ao Porto Santo, com 185 metros de comprimento, que “acostou e ficou com a proa fora do cais.”

Ainda hoje, faz de tudo um pouco, “até ir para o mar, como há dias fomos às seis da manhã, para dar apoio a uma embarcação.”

Antes de ir para a reforma gostava de ver a marina ampliada e modernizada. “Neste momento, já não se conseguem fazer reservas.” O estaleiro “também devia ser melhorado. Estão lá perto de 40 iates e há outros 12, em lista de espera.”

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