José Batista tinha acabado o 11.º ano, preparava-se para continuar a estudar, mas um convite nas férias de verão de 1979, mudou o que tinha planeado. Foi convidado para ser fiscal na obra de construção do Porto do Porto Santo, aceitou e até hoje não está “nada arrependido.” Passado algum tempo, passou para agente de exploração, função que desempenha até hoje.

Lembra-se que naquela altura, também havia algumas polémicas, por exemplo, “havia quem achasse que o porto não devia ser feito ali.”

Também se recorda dos temporais de fevereiro de 1982 que rebentaram com “quase 200 metros da estrutura já feita”.

Mas, a construção do porto foi das maiores obras feitas no Porto Santo e “criou muito emprego.” Tal como noutras obras feitas na Madeira, “foi preciso recorrer a muito pessoal do continente.”

Depois, vieram as mudanças, em 1991, quando foi adotado o regime de licenciamento e a empresa Operações Portuárias da Madeira, OPM iniciou a sua atividade no negócio da carga/descarga nos portos da região. “Tínhamos máquinas, manobradores… De um momento para o outro, parece que tudo se esvaziou.”

Tal como Clemente Vital, José Batista fala com muito carinho da Marina do Porto Santo e explica porquê: “É uma das vertentes da economia do mar e que deixa dinheiro no Porto Santo. O iatismo dura o ano inteiro. Quando vêm de Gibraltar, 95% dos iates param na primeira marina que encontram que é a nossa.”

Na década de 90, há também o registo do primeiro turn around: um avião veio da Alemanha, com passageiros para um navio de cruzeiros, “penso que foi o Astor”. Desembarcaram os turistas que até ali tinham feito viagem e embarcaram os que chegaram no avião.

José Batista tem quase 39 anos de trabalho no Porto do Porto Santo. Uma vida que continua a motivá-lo. Neste momento, está a catalogar muitas das fotografias que tirou ou que lhe deram de momentos importantes daquele porto.

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