A Presidente do Conselho de Administração da APRAM, Lígia Correia considerou no "Dia do porto" que o maior activo da empresa é constituído pelos seus recursos humanos.
Criado por deliberação do CA a 18 de julho do ano passado, o "Dia do porto" pretende evocar a História, lembrar a importância estratégica dos portos e homenagear quem aqui trabalhou e ainda trabalha. Este ano, foram homenageados 21 trabalhadores, com mais de 35 anos de serviço.

 

O discurso da Presidente do CA

 

 

Excelentíssimo Senhor Presidente do Governo Regional

Excelentíssimos Entidades,

Caros colaboradores,

Minhas senhoras e meus senhores,

Em nome de todos os trabalhadores da APRAM, e em meu nome pessoal, agradeço a presença de Vossa Excelência, Senhor Presidente, por se juntar a nós no dia do porto 2018.

Os portos são as principais portas de entrada e saída de carga; são polos de atração dos que nos visitam pelo mar; são imprescindíveis na mobilidade de pessoas e bens, pelo que, nunca é demais reafirmar, a importância estratégica destes no desenvolvimento de uma região, mais a mais, tratando-se de uma região insular ultraperiférica.

Aproveitamos este dia também para homenagear, muito reconhecidamente, quem aqui trabalhou e trabalha. O maior ativo da APRAM é constituído pelos seus recursos humanos!

Homenageamos, ainda, neste dia o Eng. Miguel Chiappe, o primeiro engenheiro mecânico da Direção Regional de Portos, diretor do porto do Funchal entre 1981 a 1983 e, diretor regional entre 1990 a 1993, que hoje nos deixou.

A dedicação dos trabalhadores à atividade desenvolvida nas multifacetadas vertentes da APRAM, passa por equipas motivadas e empenhadas!

Ao longo dos tempos, os trabalhadores da APRAM, e das estruturas que a antecederam, têm correspondido às permanentes e constantes mudanças que têm acontecido no setor marítimo portuário, sempre com total disponibilidade, adaptação, dedicação e empenho.

Honramos os compromissos assumidos com os trabalhadores da APRAM, e com as suas organizações representativas, pugnando pelos seus direitos.

A revisão do Acordo de Empresa é uma realidade, equiparando os trabalhadores dos portos da Madeira e do Porto Santo aos restantes colegas das Administrações Portuárias do Continente e dos Açores, sem deixar de reconhecer, também, as especificidades da APRAM.

Eu, e a minha colega Fátima Correia, ingressamos na ex-Direção Regional de Portos, nos anos 80, poucos anos após a regionalização portuária, e neste sentido, participamos e acompanhamos as mudanças ocorridas no setor – mudança de estatuto jurídico: direção regional sem autonomia administrativa e financeira, direção regional com autonomia administrativa e financeira – instituto público e em 1999, a criação da APRAM com o estatuto de sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos.

Mas, as mudanças não foram só de designação ou estatuto jurídico. foram essencialmente estruturais e de substância.

Fomos percursores, incluindo no objeto social da Direção Regional de Portos o transporte de passageiros de e para o Porto Santo, com os navios tipo catamaran, mais tarde, objeto de concessão em regime de serviço público.

No ano passado, voltámos a ser pioneiros e a fazer História: o Porto do Funchal tornou-se o primeiro porto português a fornecer Gás Natural Liquefeito (LNG), a um navio, com as dimensões do "AIDAprima" e pela primeira vez, no mundo, tal operação ocorreu numa ilha.

As exigências são contínuas e, dentro dos desafios vindouros colocados à APRAM, constante do Programa do Governo Regional, o destaque vai para a reestruturação do setor portuário, com a mudança de paradigma na prestação de serviços da operação portuária, bem como a implementação da JUL – Janela Única Logística. Aqui, somos o 1.º porto piloto a nível nacional e a entrar em produtivo até final do ano.

Destaque também para o papel de Autoridade Portuária, e neste âmbito, com funções de coordenação do tráfego marítimo portuário e da segurança portuária no cumprimento das normas internacionais.

Excelentíssimo Senhor Presidente do Governo Regional

Excelentíssimos Entidades

Caros colaboradores,

Minhas senhoras e meus senhores,

A importância dos portos nas ilhas está mais que estudada.

Hoje, os nossos portos continuam a registar grande circulação de pessoas e bens.

No caso do Porto do Funchal tivemos no último ano um movimento, acima do meio milhão de passageiros e por isso, no mercado de cruzeiros, fomos o porto leader a nível nacional.

Continuaremos a manter a tendência de crescimento este ano.

Quanto à movimentação de mercadorias, temos verificado crescimentos em todos os tipos de carga, traduzindo um importante indicador da recuperação económica regional.

A existência de um porto na Madeira foi um objetivo que levou demasiado tempo.

No entanto, a experiência comprova que quando decidimos os nossos destinos, quando desenhamos o nosso futuro, andamos em frente! Que assim, continuemos!

Ligamos mundos, unimos pessoas … Hoje e sempre!!!

Muito Obrigada!

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